Meu fiel escudeiro, o GPS!

29 jun

por Pat Guanais

Comadres queridas, vamos admitir, quem de vocês detesta trazer no banco do carona aquele co-piloto sabichão que emite por segundo opiniões sobre os mais fabulosos caminhos a seguir no trânsito? Aliás, as opiniões em geral são sempre em retrospecto: “Por que você não virou à direita?”, “Ah, por tal rua seria bem mais rápido”, “vira aqui, vira aqui….não virou. Vamos levar horas para chegar lá”. Dá vontade de ter um daqueles botões para ejetar o sujeito, não?

Mas eu preciso confessar uma coisa aqui para vocês….eu estou adorando ser pilotada! 

Quando cheguei aqui há exatamente um ano atrás e me deparei com as leis de trânsito locais (totalmente absurdas para as minhas referências baianas e brasilienses) e principalmente com o Beltway (uma rodovia que circula a região metropolitana da cidade e abrange três estados – DC, Maryland e Virginia) imaginei que jamais conseguiria encarar o volante. 

Até que fui apresentada ao GPS, meu inseparável e fiel amigo! A nossa relação é quase perfeita: ele me leva aonde eu quero, me dá total liberdade, não reclama quando o desobedeço, muito pelo contrário, recalcula os caminhos sem questionamentos ou cara feia. Com ele me sinto segura em saber que posso ir a qualquer parte, desde que existam estradas, pontes ou ferries!         

Mas para quem ainda não o conhece, ou o conhece pouco, deixa eu apresentá-lo propriamente. 

O GPS, ou Global Positioning System*, é um sistema de navegação por satélite que funciona baseado em dados enviados por 24 satélites que foram colocados em órbita pelo Departamento de Defesa Americano. Foi concebido originalmente com propósitos militares, mas na década de 80 passou a ser disponibilizado para o uso civil. O GPS funciona em qualquer condição climática, em qualquer lugar do mundo, 24 horas por dias, 7 dias por semana. Não pede férias e não discute a relação. Perfeito!

A coisa boa é que aqui eles podem ser alugados juntos com os carros. Portanto, na sua próxima viagem não hesite em assumir o comando do volante. Peça a direção ao querido amigo, aperte o cinto e curta a estrada! 

Antes de me despedir, no entanto, deixo uma última dica: Nunca deixe o GPS dando sopa no painel de controle quando estacionar o carro por aqui. Eu sei que quando saímos do Brasil rumo ao que consideramos “primeiro mundo” temos a sensação de que tudo é mais seguro e de que nada de mal pode nos acontecer. Mas a verdade é que a globalização chegou compartilhando também os aspectos negativos das nossas sociedades… Portanto atenção! Se o seu GPS não for embutido, guarde-o no porta-luvas ou em qualquer outro canto, fora das vistas de possíveis aproveitadores. Há poucos meses, nosso carro foi arrombado dentro de um estacionamento pago e levaram o nosso primeiro GPS.

 (*Fonte: http://www8.garmin.com/aboutGPS/)

4 Respostas to “Meu fiel escudeiro, o GPS!”

  1. Bela 30/06/2011 às 14:02 #

    Muito legal Pat! Adorei a dica! Tenho uma amiga de Brasília que foi morar em Porto Alegre proque casou com um gaúcho. Numa das minhas visitas ao portinho, nos encontramos e lá estava ele, o GPS da Dani, que ajudou a minha amiga a dirigir pelas ruas mais doidas da capital gaúcha. Beijão querida!

    • Pat Guanais 30/06/2011 às 17:08 #

      Maravilha né?! E é interessante a relação que a gente acaba desenvolvendo com a máquina (dá pra escolher a língua que a máquina usa, se é voz de homem, de mulher, até o sotaque!) e claro o mais importante a liberdade que ele te dá!!!!
      Bacana!
      Beijos
      Pat

  2. Monia 30/06/2011 às 14:32 #

    Nossa experiência com GPS em Portugal foi bem engraçada.. Fomos à uma feira medieval na cidade de Santa Maria da Feira e usamos a nossa grande amiga “Garmina” (foi assim que apelidamos o GPS da Garmin). Conseguimos chegar na cidade com um pouco de dificuldade e com alguns “recalculando” no meio do caminho..rs.. Ao chegar na cidade, não tínhamos o endereço exato, mas sabíamos que a feira medieval era perto de uma biblioteca municipal. Jogamos essa informação na “Garmina” e pronto, seguimos todas as suas orientações. Quando vimos, um pouco mais adiante, e já de noite, estávamos numa rua deserta, sem saída e sem biblioteca.. hummm, lógico que bateu um medo mas não desistimos. Por sorte do acaso encontramos a festa, mas nesse dia ela “falhou” conosco. Não bastava eu ter os pontos de referência próximos a festa para poder chegar. Não sei se as ruas mudaram nesse meio tempo e não avisaram à Garmina.. enfim, o que posso adiantar é que é uma ferramenta fantástica, e que como o ser humano, também erra! rs

    • Pat Guanais 30/06/2011 às 17:16 #

      Fred sempre me fala que minha herança lusitana faz com que eu necessite que tudo me seja sempre muito bem explicadinho, afinal é assim que o povo português gosta! Não poderia ser diferente com o GPS lusitano, né? (Risos)

      Claro que eles erram vez ou outra, já fiquei na mão no início quando ainda não sabia lidar direito com o aparelho, entrei em pânico no meio da rodovia, tive que parar, respirar e me entender com o meu “amigo”. Hoje em dia tudo certo, a gente tem uma parceria legal e absolutamente necessária!!!!

      Adorei a história!!! Imagino a aventura de vocês e que bom que no final encontraram a festa!!!!

      Beijos em vocês e no Bebe Alegria!!!
      Pat

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