Angústia produtiva!

12 jul

Um artigo polêmico publicado no dia 4 de julho, na New York Magazine, provocou em mim uma série de reflexões. O texto levanta questões sobre a maternidade, a criação dos filhos, a vida familiar. Desde então, uma série de coisas têm borbulhado na minha cabeça. Por isso, acredito que seria interessante compartilhar essa “angústia produtiva” com vocês também. Vejam lá – http://nymag.com/news/features/67024/.

5 Respostas to “Angústia produtiva!”

  1. Pat Guanais 12/07/2010 às 20:22 #

    Comadre querida…
    Não li o artigo ainda e claro que é preciso muita coragem para dizer “out loud” o que a manchete ilustra. Mas eu entendo o significado e a dificuldade que tanto amor e dedicação traz…Nesse momento vivo literalmente 24 horas por dia com a minha pequena que eu absolutamente AMO com todas as minhas forças, mas não é fácil não ter tempo para so própria, para se dedicar a projetos e ainda cozinhar, lavar, cuidar do gato (que tem vomitado horrores no carpete….) e ainda dar atenção ao marido. Às vezes vem uma sensação de frustração muito por conta do cansaço absurdo que sinto. Mas enfim, meu momento é um pouco mais complexo por que ainda não temos nossa estrutura, cozinhar é mais trabalhoso sem os nossos “apetrechos” de cozinha e tudo isso aliado a outros desafios de adaptação da pequena. Acho que a maternidade não é uma experiência “morna”, sabe? Tudo é muito intenso, muito quente para o que é maravilhoso, mas também para o que é difícil. Mas acordar com a minha filha me beijando é algo que não tem preço, nada no mundo se compara com essa sensação! Vou ler o texto! Valeu a dica! Bjs

  2. Juliana 13/07/2010 às 21:12 #

    É… A reportagem não é nada animadora, mas confirma o que todos nós sabemos…

    Como parte do grupo sem filhos, acho é maravilhoso ter crianças por perto com as brincadeiras, as construções da linguagem, o crescimento, o carinho inocente. Várias vezes pensei em produção independente.

    Mas sempre que quase me decido positivamente, lembro do trabalho que dá ter que acordar todos os dias a noite, levantar de madrugada para buscar em festa, ser responsável por um ser ainda indefeso e que quando estiver “pronto” para o mundo trará outro tipo de preocupação… Tenho muitos irmãos mais novos para saber que não quero isso todos os dias.

    Verdade seja dita: amo minha vida exatamente do jeito que ela é: tempo comigo, tempo com a família, com as crianças, os bebes, os amigos… É egoísta? Pode ser, mas é uma escolha – como várias outras que fazemos ao longo da vida…

    Beijos proce e muita paciência para todas as mamães e papais!

    • Pat Guanais 15/07/2010 às 14:34 #

      Ju,

      O importante é ser feliz, certamente, e estar bem com as nossas escolhas sejam elas quais forem! Embora eu esteja feliz com a minha opção e não consiga imaginar minha vida sem a minha pequena, eu sei que filho não é o único caminho a seguir em busca de felicidade e satisfação. É preciso desejar muito, estar bem consciente das mudanças que a maternidade implica em nossas vidas(embora cá entre nós a gente não tenha a real consciência até que a gente a viva de fato!). Mas é isso, sejamos felizes sempre!!!! beijos
      Pat

  3. lascomadres 14/07/2010 às 01:20 #

    Sim, meninas. Como tudo na vida, somos responsáveis por aquilo que ESCOLHEMOS!
    Mas o meu objetivo com o post está sendo atingido. Queria provocar essa reflexão e a matéria da NY Magazine veio na hora certa!
    Baccio

    • Pat Guanais 15/07/2010 às 14:43 #

      Continuando a polêmica…rsrsrsrs
      Hoje pela manhã estava assistindo ao Good morning NY e eles comentaram sobre a reportagem da NY Magazine, inclusive estavam com a jornalista responsável pela matéria que falou algo que achei interessante. Ela disse que hoje em dia as expectativas com relação a criação dos filhos é tão alta que a rotina diária acaba se tornando mais exaustiva do que o necessário. A gente – como pai e mãe – tem essa grande expectativa que o dia seja cheio de atividades interessantes e divertidas quando na verdade nem todo dia é assim, ou dá pra ser assim. Eu me vi totalmente nesse papel. Com muita frequência digo que Fátima está “entediada” e que precisa fazer alguma atividade legal, e na maioria das vezes ela está aqui, entretida com seus brinquedos e histórias….enfim, tenho percebido que envolvê-la nas atividades domésticas também pode ser divertido. Ela coloca o sabão na máquina de lavar louça, ajuda quando faço a lavanderia ou levo o lixo lá fora. Outras gerações já faziam isso, e tudo bem. Minha mãe trabalhava e nós ficávamos em casa com a babá e tudo bem, estamos aqui com saúde e disposição criando os nossos pequenos. Achei mesmo um alívio ouvir o que a jornalista falou e também cair na real de que a “diversão” pode ter o seu conceito ampliado!
      É isso….
      BJs
      Pat

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